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Mornington Peninsula

A península de Mornington está localizada ao sudeste de Melbourne, na região central do estado australiano de Victoria. Ao seu oeste encontra-se o Porto Phillip, ao seu leste o Porto Western e ao sul o estreito de Bass, sendo ligada ao continente por sua região norte. Geograficamente a península começa entre as cidades de Pearcedale e Frankston. A área era originalmente habitada pelo povoado aborígene Mayone-bulluk e formava parte do território da nação dos Boonwurrung, antes da chegada dos colonizadores europeus.
Grande parte da península foi desmatada para uso agrícola e para a criação dos povoados, porém pequenas áreas de fauna e flora nativas permanecem em seus lados sul e oeste, algumas das quais são hoje protegidas pelo Parque Nacional Mornington Peninsula. Por volta de 135.000 pessoas moram na península, em sua maioria nas pequenas cidades situadas às margens de sua costa oeste (a qual é muitas vezes considerada como parte dos limites da cidade de Melbourne). Durante o verão o número de habitantes chega a ser de 250.000 pessoas. A península é um importante ponto turístico da região, com atrações populares como praias e vistas panorâmicas de tirar o fôlego. Outras atrações são as diversas vinículas e a variedade de esportes aquáticos oferecidos principalmente nas praias de mar calmo dos portos Phillip e Western. Em sua maioria os visitantes da península são moradores de Melbourne que passam sua férias em acampamentos, imóveis alugados ou em suas próprias casa de veraneio.

Geografia
A península se estende desde o continente (entre as cidades de Pearcedale e Frankston) em direção sudoeste por quase 40km, com uma largura de 15-20km. A partir disso passa a se estender por algo em torno de 15km em direção nordeste (onde diminui em largura para 2-3km) antes de terminar no Point Nepean. Muito de sua topografia é plana ao norte – onde se conecta com o continente – porém mais ao sudoeste passa a ser montanhosa, atingindo seu ápice nas regiões montanhosas de Boneo, Main Ridge, Red Hill Tuerong e Moorooduc. O ponto mais alto, Arthurs Seat, localizado perto da costa, está a 305 metros acima do nível do mar. A peninsula possui um total de 190km de costa litorânea.

História
Ruínas militares no Point Nepean
A área era originalmente habitada pelo povoado aborígene Mayone-bulluk e formava parte do território da nação dos Boonwurrung antes da colonização européia. Essa nação aborígene era composta de seis clãs que viviam ao longo da costa do estado de Victoria desde o rio Werribee até a baía do porto Western e do Wilsons Promomtory. Hoje acredita-se que a península foi habitada por algo em torno de 100-500 pessoas antes da colonização européia.
Na época da colonização grande parte da península Mornington era coberta por uma rica vegetação, que foi rapidamente desmatada para que a cidade de Melbourne, em seu auge de desenvolvimento, fosse abastecida com lenha. O terreno uma vez desmatado passou a ser usado para plantação de frutas. Nos dias de hoje ainda se encontra grande parte da rica vegetação, em especial nas áreas conhecidas como Greens Bush e na costa que corre ao longo do estreito de Bass e da baía do porto de Western. Muitas dessas áreas são parte do Parque Nacional de Mornington Peninsula.
Com o declínio do desenvolvimento profissional das fazendas aqueles com hobbies e interesse na proteção da fauna e flora local passaram a ser a grande maioria, o que trouxe como consequência a expansão da vegetação original em propriedades particulares fazendo com que muitas das espécies nativas, com os koalas, se tornem extremamente comuns na região. O governo local também se preocupa com práticas sustentáveis para preservação do meio ambiente.

O desaparecimento de Harold Holt
Em 17 de dezembro de 1967 o então primeiro-ministro australiano Harold Holt nadava na praia de Cheviot localizada no Parque Nacional de Point Nepean. Naquela época essa praia era uma área de acesso proibido. Harold Holt, com 59 anos e quem tinha sofrido à pouco tempo uma lesão no ombro, começou a surfar. Ele desapareceu das vistas dos que o acompanhavam e nunca mais foi visto. Apesar de uma busca intensiva seu corpo nunca foi encontrado, tendo sido oficialmente declarado morto dois dia depois.
A península Mornigton tem sido o destino favorito para os moradores de Melbourne há muitos anos, principalmente durante os feriados nacionais (Melbourne Cup, Queen's Birthday, Natal, Boxing Day e Reveillon) com seu maior movimento durante os meses de dezembro e janeiro.

Acomodação
Os visitantes de maior poder aquisitivo geralmente possuem suas casas de veraneio na península, em sua maioria com uma estonteante vista para o mar e acesso privativo para a praia, resultando no estabelecimento de pouquíssimos hotéis de grande porte na região. Entretanto pequenas pousadas e hotés menores são facilmente encontrados. Algumas das grandes mansões são divididas entre as famílias durante os meses de verão porém os acampamentos e os estacionamentos de trailers são certamente a forma de acomodação mais disputada. Muitas famílias alugam o mesmo espaço de acampamento há 2 ou 3 gerações. Para os espaços de frente para o mar a lista de espera chega a ser de de 1 a 5 anos enquanto que a espera para se acampar nas regiões de vegetação é um pouco menor, variando de 3 a 6 meses. Estima-se que de 30 a 40% dos imóveis da península não são de propriedade de seus residentes mas sim de pessoas que moram nas grandes cidades e buscam a península para suas férias de verão.

Produção
A península Mornigton é uma renomada região vinícula, produzindo pequenas quantidades de vinhos de excelente qualidade entre as quase 60 vinículas lá encontradas. Mesmo que cultivadas as mais conhecidas variedades de uva, a Pinot Noir é sem dúvida a mais famosa, devido ao clima marítimo fresco e ameno. Muitas das vinículas são abertas para visitação pública e algumas possuem ótimos restaurantes. Por muitos anos a produção de maçãs era a principal atividade da península. Atualmente o número de plantações de frutas em geral é bem reduzido mas ainda é possível encontrar produtores especializados em frutas vermelhas e cerejas. Cada vez mais cresce o interesse na produção orgânica desses alimentos, mesmo uma pequena produção de carne orgânica já existe na região.
Além das plantações existe na península produtores de queijo, chocolate, chutney, geléias e azeite de oliva. Os produtos são disputados em feiras das cidades vizinhas, como a que acontece em Red Hill. Um grupo local se organizou e fundou a “Mornington Peninsula Gourmet” para oferecer aos pequenos produtores da península todo o suporte necessário para o desenvolvimento de seu potencial.

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